domingo, 1 de abril de 2018

Intercâmbio Cultural II






A segunda etapa do intercâmbio, que decorreu de 21 a 25 de março, iniciou-se com a visita ao MAAT. Após a apreciação das exposições de Tomás Saraceno e de Miguel Palma, os elementos do Clube Europeu do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Novo foram recebidos na Escola Secundária de D. Dinis, onde lhes foi gentilmente servido o almoço e proporcionada uma visita à escola, bem como uma sessão de apresentação das atividades dinamizadas pelo seu Clube Europeu.
Seguiu-se a partida para o aeroporto e a viagem rumo a Ponta Delgada, S.Miguel.
O intercâmbio com o Clube Europeu da EBI de Arrifes começou com um breve itinerário pelas ruas de Ponta Delgada, no decurso do qual o coordenador do Clube Europeu da EBI de Arrifes, professor José Carlos Pereira, deu a conhecer alguns monumentos da cidade aliados a trechos da História e da religiosidade açoriana. 




Destacamos a visita ao MuseuCarlos Machado, onde os alunos puderam aprender muito sobre o património natural e cultural de S.Miguel e dos Açores, pois as guias foram incansáveis e transmitiram valiosos conhecimentos, informações e curiosidades, recorrendo a estratégias apelativas e usando uma linguagem simultaneamente acessível e rigorosa. 
Na Escola dos Arrifes, houve uma sessão de boas-vindas, com a presença do youtuber açoriano Helfimed. O almoço, servido a rigor pelos alunos do PROFIJ foi uma deliciosa surpresa e agradou a todos.
A tarde foi preenchida com uma visita ao Centro de Dia da Casa do Povo dos Arrifes, no âmbito da parceria dos Clube Europeu e do Voluntariado do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Novo, os alunos conversaram com os idosos e estes brindaram os alunos com uma apresentação da história dos Arrifes. Depois da comovente experiência que a todos emocionou profundamente, alunos e professores deslocaram-se às Sete Cidades. Aí, puderam apreciar o rico património natural e cultural, como a igreja matriz e as míticas lagoas, azul e verde geradoras de belas lendas, nomeadamente as que pretendem explicar a sua origem.
No dia seguinte, decorreu a visita ao Jardim António Borges, um jardim de estilo romântico do século XIX, pleno de espécies botânicas exóticas e monumentais, como a imponente e vetusta árvore da borracha. No belo cenário deste jardim, os nossos anfitriões, do Clube Europeu dos Arrifes, preparam um excelente pequeno almoço açoriano. Depois desta experiência gastronómica, no intuito de fazer um estudo comparativo, os alunos dirigiram-se ao parque do Palácio de Sant’Ana edificados em meados do século XIX, pelo morgado José Jácome Correia, e que acolhem desde 1980 a sede da Presidência do Governo dos Açores. Ambos os jardins constituem um testemunho do seu tempo, representando autênticos museus vivos e património natural e histórico dos Açores, são considerados exemplares importantes na história da arte dos jardins, que devem ser preservados para benefício das gerações vindouras.
Durante a tarde, as estufas de ananases, da Plantação Augusto Arruda,  foram as estrelas do dia, tendo os alunos ficado a conhecer a história da cultura do ananás em S.Miguel, assim como os processos de produção deste fruto e as tradições culturais em torno desta atividade.
No terceiro e último dia do intercâmbio, prosseguiu-se com o conhecimento do património natural dos Açores com a ida ao vale das Furnas, mediante a observação da flora do parque botânico Terra Nostra e dos numerosos e diversificados fenómenos vulcânicos omnipresentes neste local. A caminho do “vale encantado” as plantações e a fábrica de chá da Gorreana foram objeto de estudo, reunindo elementos do património natural e cultural.


Na globalidade, o intercâmbio foi muito profícuo, permitindo a valorização das aprendizagens obtidas através da educação não formal. Ao longo das duas fases do intercâmbio, os alunos tiveram oportunidade de viajar, aprender e fazer novas amizades. Saliente-se que, apesar dos alunos das três escolas não se conhecerem, estabeleceram, desde o início, um espírito de partilha e a integração fez-se de uma forma imediata e espontânea. A troca  de experiências obtida por meio dos intercâmbios, favorece a tolerância e aceitação da diferença como parte integrante da vida em sociedade.

Há que reiterar que os alunos se comportaram de forma exemplar no cumprimento do programa e dos horários, revelando grande sentido de responsabilidade e disponibilidade para fazer novas aprendizagens, conhecer e compreender diferentes valores culturais.



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